Rio de Janeiro

Plataforma P-35 inicia processo de desmonte após trajetória no Campo de Marlim

Estrutura da Petrobras que operou por 27 anos na Bacia de Campos está sendo rebocada na Baía de Guanabara para unidade de reciclagem no Rio de Janeiro.

Por Redação Bom Dia NoroesteAtualizado em 03/11/2026 às 10:372 min de leitura
Plataforma P-35 inicia processo de desmonte após trajetória no Campo de MarlimImagem ilustrativa

A plataforma P-35, unidade da Petrobras, iniciou nesta segunda-feira (2) o seu processo de saída da área de operação onde atuou por 27 anos. A estrutura, que operava no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, está sendo rebocada através da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

O destino final da plataforma é um estaleiro situado no bairro do Caju, na Zona Portuária da capital fluminense. O local foi escolhido para a realização do desmonte definitivo da unidade.

Logística e operação

A operação de transporte é complexa devido às dimensões da estrutura, que possui cerca de 330 metros de comprimento, 56 metros de altura e pesa aproximadamente 27 mil toneladas. Para viabilizar a manobra, o conjunto é conduzido por sete rebocadores.

Um detalhe importante da operação foi a necessidade de ajustes técnicos para a travessia. Foi preciso retirar parte dos equipamentos da parte superior da plataforma para reduzir sua altura e garantir a passagem segura sob a Ponte Rio-Niterói.

Segurança e monitoramento

Cerca de 100 profissionais estão envolvidos diretamente nesta movimentação. O trajeto conta com o acompanhamento constante da Marinha do Brasil, da Petrobras, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Corpo de Bombeiros.

O objetivo das equipes de monitoramento é assegurar a segurança total da manobra e realizar a prevenção de possíveis impactos ao meio ambiente na Baía de Guanabara.

Próximos passos

A previsão das autoridades e da estatal é que a chegada da P-35 ao estaleiro no Caju ocorra nesta terça-feira (3). A partir daí, a unidade entra na fase de descomissionamento.

O descomissionamento consiste no encerramento das atividades de produção de petróleo, abrangendo a retirada dos equipamentos restantes, a desmontagem completa da estrutura metálica e a destinação ecologicamente correta dos materiais processados.

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